Divagações

Como já tinha repetido exaustivamente por aqui, encerrei um ciclo em que me dediquei ao hedonismo. Um período ótimo, mas que não faz mais sentido para mim. Viver o hoje como se fosse o último dia da sua existência é delicioso. Dá um sentido danado na vida, mas não constrói um futuro.

Mesmo sendo muito mais chato, estou investindo na minha carreira. É uma das poucas  coisas nessa vida que depende unicamente de mim. Às vezes temos sorte, ou nos associamos com pessoas que nos ajudam nesta escalada profissional. Mas no fim das contas, todo esforço para adquirir novos conhecimentos é feito de forma solitária.

Junto a esta vontade, várias mudanças vem ocorrendo na empresa que trabalho. Nada mudou na minha condição de jornalista, mas já tive três chefes em três meses. Não tenho conseguido manter otimismo, nem tenho motivos para isso, mas é estressante tantas trocas, tantas incertezas.

O que me motiva é meu objetivo de melhorar profissionalmente para comprar um imóvel, viver com conforto, mas com simplicidade. Quem sabe comprar um carro e manter um padrão na classe média. Ter dinheiro para viajar nas férias.

Mas escrevendo isso, nem parece que quero isso. Só estou escolhendo a alternativa que não depende de ninguém, a não ser de mim mesma. Não é a vida mais feliz, mas garante um futuro mais ou menos. Sem grandes surpresas, tudo seguindo um script, como se a vida não surpreendesse a gente.

Parece que tenho outra escolha, mas não consigo vislumbrar. Será que falta ambição para batalhar para um futuro mais feliz? Ou só estou realista demais. Como muitas mulheres na minha faixa etária, queria ter um amor, construir uma família e ter filhos. Não sei se é a vida mais feliz, mas é o que desejo para meu futuro. Mas todo plano que depende de outra pessoa que não seja eu mesma, me desanima. Pois posso me apaixonar perdidamente por alguém e não ter ao lado quem queira seguir este sonho comigo.

Então sigo um plano só, pois tenho esperanças que apareça alguém que tenha o mesmo objetivo de formar uma família comigo, e o planejamento inicial pode ser adaptável para esta mudança. Mas fico sempre na dúvida, se devo perder completamente as esperanças e seguir um planejamento mais grandioso que não cabe ninguém, a não ser eu mesma. Pois sofro com a possibilidade de um futuro sozinha.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Acredita em oráculos?

Anteontem fui numa cartomante. Esta é a segunda vez que vou nela. Na primeira vez detestei. Ela disse coisas que eu não queria saber e que um projeto de vida iria fracassar. Saí ñ acreditando em nada e achei que ela errou tudo.

Mas ela acertou o futuro. Aquele futuro que pareceu irreal.

Briguei muito comigo, pois não queria dar o braço a torcer, que tudo saiu como ela tinha falado. E o que era improvável ocorreu, ganhei um diamante. Mas como nada vem redondo, ele precisa passar por muitos processos de lapidação.

É como recebesse de herança um grande terreno cheio de mato e posso construir um Jardim Botânico. Mas para isso, preciso investir, resolver a papelada para regularizar o terreno, comunicar aos órgãos competentes e trabalhar muito.

Não tenho garantia real que aquela terra é produtiva, só tenho promessas dos oráculos. Só o desgaste do grande trabalho me desanima, pois vem com um grande risco envolvido, a chance de dar errado.

Publicado em cartomante, oráculo | Deixe um comentário

Sonho

Odeio ter sonhos repetidos. Ainda mais quando as situações não fazem mais parte da minha vida. A culpa é da minha mãe que fica colocando uma minhoquinha na minha cabeça.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Onde se pode encontrar a felicidade?

Onde se pode encontrar a felicidade? Link to palavras de Osho

Dicionário - imagem por nahlinse

Pergunta a Osho: Onde se pode encontrar sempre a felicidade?

Procure no dicionário pela letra “f” – apenas ali você encontrará sempre a felicidade. Na vida, as coisas são muito misturadas. Dia e noite estão juntos, felicidade e infelicidade também. A vida e a morte estão juntas, assim como tudo está.

A vida é rica por causa das polaridades opostas. A própria ideia de que se gostaria de ser feliz para sempre é estúpida. A própria ideia trará apenas infelicidade e nada mais. Você se tornará cada vez miserável, porque estará cada vez mais perdendo a sua chamada “felicidade eterna”. A sua ganância é demais.

Então, quem é a pessoa feliz? A pessoa feliz não é aquela está sempre feliz. A pessoa feliz é aquela que é feliz mesmo quando há infelicidade.

Tente entender isso. A pessoa feliz é aquela que entende a vida e aceita as suas polaridades. Ela sabe que o sucesso é possível apenas porque o fracasso também é possível. Por isso, quando o fracasso vem, ela o aceita.

Lembro-me de um incidente na minha infância. Um grande lutador de luta-livre havia chegado na minha cidade. Todos eram muito interessados em luta-livre, assim, a cidade inteira se reuniu. Eu vi muitos lutadores em minha vida, mas ele era realmente raro. Havia algo de Zen nele.

Durante dez dias a luta-livre continuou, e todo dia ele derrotava um lutador famoso. Finalmente, ele foi declarado o vencedor. No dia em que ele foi declarado o vencedor, saiu pela cidade e tocou os pés das dez pessoas que ele havia derrotado.

Todos ficaram perplexos com o que ele fez. Eu era uma criança pequena, fui até ele e perguntei: “Por que você fez isso? É estranho”.

Ele disse: “Eu sou vitorioso apenas por causa deles. Se eles não tivessem sido derrotados, se eles não tivessem permitido serem derrotados, eu não seria vitorioso. Assim, eu devo isso a eles. Como eu poderia ser vitorioso sem eles? Minha vitória depende da derrota deles, minha vitória não é independente deles. Eu, realmente, me sinto muito grato a eles. Havia somente uma alternativa: ou eu seria derrotado ou eles seriam derrotados. E são pessoas boas, eles aceitaram a derrota”.

Essa é uma ideia Sufi ou Zen. As coisas são interdependentes: sucesso/fracasso, felicidade/infelicidade, verão/inverno, juventude/velhice, beleza/feiura – todos são interdependentes, eles existem juntos.

E o homem que começa a buscar um polo contra o outro está se envolvendo em problemas desnecessários.  Isso não é possível, ele está desejando o impossível, e ele ficará muito frustrado.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

O que vem depois de um pé-na-bunda

Vi este texto no Mulher 7X7 e por me encaixar em todos os perfis descritos, resolvi postar por aqui.

O que vem depois de um pé-na-bunda

29/08/2011 | 09:00 | MARTHA MENDONÇAAMOR E SEXO | 

No filme Amor a toda prova, Steve Carell é Cal Weaver, um cara que parecia ter a vida perfeita: um emprego legal, a mulher que ele namora desde adolescente e filhos amorosos. Seu paraíso desmorona quando sua mulher conta que está tendo um caso e quer a separação. Sozinho pela primeira vez na vida adulta, Cal sente-se perdido na selva dos relacionamentos. E conhece Jacob, um bonitão que faz sucesso entre as mulheres, que vai lhe ensinar a como reagir a um pé-na-bunda com estilo.

O que vem por aí veja você mesmo no cinema. Mas o assunto é bom: não é nada fácil voltar à “ativa” depois de tanto tempo num relacionamento. Isso vale até para quem decidiu pela separação. Que dirá para quem foi pego de surpresa e, além de tudo, está sofrendo.

Dos exemplos que já vi na vida real, cataloguei alguns comportamentos mais comuns:

Deprimidos convictos
Não saem de casa de jeito algum, não querem ver a luz do sol, não querem comer, nem beber, nem ver gente. Tudo que querem é sofrer. O sofrimento é o elo que ainda os liga aos ex. Apreciam muito quando os amigos os chamam para sair, pois têm prazer e conforto em dizer que não, que não veem mais sentido em nada.

Pegadores seriais
Uma vez abandonados, resolvem que só enlouquecer todas as noites em baladas e bebedeiras, pegando qualquer pessoa que veem pela frente, poderá aliviar a do que sentem. Quem nunca fez isso? Ao mesmo tempo em que o pegador serial se diverte, bebe e esquece, mesmo que momentaneamente, a dor, também tem a fantasia de estar se vingando do (a) ex.

Caçadores de substitutos
Esses levam um pé-na-bunda, choram um pouco e, por algum tempo, podem até se parecer com os deprimidos convictos. Mas rapidamente tomam para si uma missão: encontrar alguém que tome o lugar do (a) ex. Para isso, se enfurnam nas redes sociais atrás de amigos dos amigos, namorados (as) de infância ou desconhecidos. O primeiro a aparecer recebe o primeiro “eu te amo” em poucos dias – mesmo que só tenham se encontrado virtualmente.

Fugitivos mutantes
Aproveitam a mudança de vida para um turning point. Começam um regime, decidem que vão aprender a fazer sushi ou lutar boxe tailandês. O sentimento é mais ou menos este: talvez me transformando em uma outra pessoa a dor passe por mim sem me reconhecer.

Conhece algum outro tipo? Já se enquadrou em alguma dessas situações?

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Capitães da Areia

Pela primeira vez estou lendo Jorge Amado. E não queria começar com nada que já tivesse visto na TV ou no cinema. Queria realmente conhecer Jorge Amado por sua prosa, não pela visão de um cineasta ou de adaptador de sua obra.

Teria uma identificação maior se iniciasse com o universo feminino de sua obra. Mulheres fortes, tão regionais, tão brasileiras. Dona Flor, Gabriela, Tieta, Teresa, mas por serem tão famosas, escolhi os meninos de rua de Salvador. E estou fascinada com Pedro Bala, Professor, Sem Perna, Gato e todos estes meninos. Diferente de Machado de Assis, que adoro, a leitura é bem mais fácil e atual. Apesar do livro ser de 1937.

Descrição

Capitães da Areia, a história crua e comovente de meninos pobres que moram num trapiche em Salvador e clássico absoluto dos livros sobre a infância abandonada, assombrou e encantou várias gerações de leitores e permanece hoje tão atual quanto na época em que foi escrito.

Desde o seu lançamento, em 1937, CAPITÃES DA AREIA causou escândalo: inúmeros exemplares do livro foram queimados em praça pública, por determinação do Estado Novo. Ao longo de sete décadas a narrativa não perdeu o viço nem atualidade, pelo contrário: a vida urbana dos meninos pobres e infratores ganhou contornos trágicos e urgentes.

Várias gerações de brasileiros sofreram o impacto e a sedução desses meninos que moram num trapiche abandonado no areal do cais de Salvador, vivendo à margem das convenções sociais. Verdadeiro romance de formação, o livro nos torna íntimos de suas pequenas criaturas, cada uma delas com suas carências e ambições; do líder Pedro Bala ao relogioso Pirulito, do ressentido e cruel Sem-Pernas ao aprendiz de cafetão Gato, do sensato Professor ao rústico sertanejo Volta Seca. Com a força envolvente de sua prosa, Jorge Amado nos aproxima desses garotos e nos contagia com seu intenso desejo de liberdade.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Quatro meses

Há quatro meses atrás, encarei um tufão que deu uma sacudida na minha rotina. Um tufão que sinalizou o novo ciclo de minha vida.

Só peço proteção para Santo Expedito (o santo das causas urgentes e que comemoramos no dia de hoje) para os desafios que enfrento. Que a graça alcançada seja o melhor para todos os envolvidos.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário