Constatação 2

Para se ter um namorado, marido e etc, a mulher tem que ser chata. Pq se for legal, ou vira o nada ou vira amiga. Faça sua escolha.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Escrever

Acabei de escrever uma nova carta e percebo que escrevendo consigo organizar minhas ideias e identifico verdadeiramente meus sentimentos.

Este texto, tão bem elaborado, não poderei postar aqui. Mas ele atingiu o objetivo: ser meu processo terapêutico.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Constatação

Acho que passei a maior parte da minha vida me relacionando com ogros.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Críticas ao Rock in Rio 2013

O Rock in Rio está com atrações mais populares e muitos reclamam que o velho rock n’ roll está de fora. Eu não me importo, o que quero assistir está lá.

Tem gente que gasta rios de dinheiro com abadá. Não critico, cada um com seu gosto. Mas gastaria dinheiro para assistir todas as atrações do festival.

Outros chamam atenção que os ingressos estão caros, isso é um triste fato. Porém para quem pode, vale cada centavo.

Quanto a estrutura, o estande do site submarino estava submerso no segundo dia e não é um trocadilho. Fecharam ou acabou a água dos banheiros. O banheiro feminino sempre muito lotado. Roubaram o meu celular. Na fila da delegacia, muitos, muitos, furtos ocorrendo. Então, cuidado.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Identidade

Já tem alguns meses que venho passando por uma crise de identidade. Um processo de mudança que se arrasta por muito tempo e tem sido muito bom pra mim.

Junto com a mudança interna, veio a necessidade de uma mudança externa. Só este ano tive 3 cores de cabelo diferentes. Já fui loira, morena e agora estou ruiva. Estava com cabelão e atualmente a nuca está de fora.

E pela primeira vez, estou me sentindo eu ao me olhar no espelho. O cabelo curto pode não ser unânime nos gostos, mas me deixou com a cara que estou acostumada comigo. Um rosto que não via desde 2002.

Acho q passei muito tempo tentando agradar pessoas, tentando me colocar numa forma e me descobrindo tb. Passei por um processo de saber o que sou, quando ninguem dá pitaco.  E que saudade fiquei de mim. Quanto tempo perdido, quando deixei o externo comandar.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Rock in Rio 2013

Tenho uma relação mal resolvida com rock in rio. Desde o festival de 91 sonho em assistir minha banda preferida de pertinho. Mas por causa dos meus 10 anos, minha mãe cautelosa só me deu um copo com a marca deste grande evento.

Esta era a minha banda preferida

Já em 2001, um namorado ciumento e que não gostava de rock atravessou o meu caminho. Hoje me arrependo, mas na época resolvi ser boazinha e não ir sem ele.  Fiquei mal, por não ter ido. Até pq vários amigos foram e ainda recordam destes dias como se fossem hoje.

Chorei ao assistir esta barriga balançando pela TV

Fiz minha estreia no Rock in Rio 2011. E tudo foi especial, ouvir minha música preferida, ir dois dias com o amor da época, trabalhar virada e muita doidera. Inesquecível.

303241_293728280644026_100000205695747_1366233_1037808798_n - CópiaMy cherie amour

E deste ano, resolvi ser radical. Tirei férias do trabalho e vou  em 6 dias nos 7 dias de festival. Cansativo, com certeza. Mas, libertador. Tem shows q irei sozinha e os dois dias que já fui, entraram para a lista das boas lembranças.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário

Mente moderna, coração careta

Nossas emoções nem sempre combinam com as nossas ideias

IVAN MARTINS

04/09/2013 08h55

Nem sempre nossas convicções andam juntas com as nossas emoções. É comum que a gente pense uma coisa e sinta outra. Ou defenda em teoria coisas que não conseguimos praticar. O ideal seria que dentro de nós valores e emoções andassem coladinhos, mas nem sempre acontece. Vira e mexe a gente se pega em contradição com a gente mesmo: achando uma coisa e fazendo outra; desejando diferente do que acha bonito.

Outro dia, conversando com uma amiga, ela comentou que aquilo que diz sobre sexo e fidelidade não tem muito a ver com a vida que ela realmente leva. O discurso dela é muito liberal, mas a realidade dela é bem careta. Uma coisa são as convicções dela sobre o que é certo nesse terreno, outra são as atitudes que ela tem vontade de tomar. As duas coisas não batem, e ela se sente uma fraude.

Acho que esse tipo de coisa acontece todo dia, com muita gente. Coerência é uma mercadoria que nem sempre está disponível quando o assunto envolve sentimentos.

No passado, quando a sociedade inteira era mais ou menos moralista, as pessoas faziam sexo por impulso, enganavam seus parceiros e traiam suas mais profundas convicções. Corriam riscos graves e sofriam ao fazê-lo. Agora, quando a maioria tornou-se liberal, muitas pessoas violam suas próprias crenças e levam vidas sexuais e afetivas que seus avós aprovariam. Não é engraçado?

O que há de comum e ingovernável nos dois casos é o desejo. Às vezes queremos transgredir, outras vezes temos necessidade de nos adequar. A beleza do tempo em que vivemos é que ele permite as duas coisas. Todas as coisas, na verdade. A menina que quer namorar meninas e experimentar os prazeres da transgressão, pode. Assim como a garota ou garoto que sonha com o grande amor e o casamento na igreja: também pode.

Além de bonita, essa liberdade é benigna. Pense nos milhões que viviam em sofrimento no passado, quando não se podia fazer nada que o padre não abençoasse. Imagine os milhões que sofreriam agora se todos fossem forçados a agir como “modernos”. Não dá. O espírito humano é avesso a esse tipo de uniformidade. As pessoas são diferentes entre si. Desejam e necessitam coisas diferentes. O papel da sociedade é respeitar – e impedir, vigorosamente, que os desejos sejam satisfeitos por meio de violência física ou qualquer outra espécie de coerção. O resto é interferência indevida.

Mas isso não resolve o desconforto da minha amiga.

Ela tem toda a liberdade do mundo, mas não tem vocação para exercê-la. Acontece com muita gente. O ambiente ao nosso redor ajuda a desenvolver ideias e a moldar nossos valores. Depois espera que atuemos de acordo. Mas, quando se trata de questões íntimas, nem sempre é possível. A pessoa pode ser intelectualmente a favor do sexo livre, da bissexualidade e do poliamor, mas, na hora de transar com alguém que não seja seu parceiro ou parceira, vacila, treme e broxa. Acontece o tempo inteiro. A cabeça está num lugar, o sentimento está em outro. O intelecto é livre, mas a consciência está presa a certas formas de viver. O que se faz?

Quem sente essa contradição como sofrimento pode buscar ajuda. Analistas são ótimos em identificar a causa das fissuras entre pensamento e sentimento. Um bom profissional pode ajudar a colocar as coisas em sintonia. Mas muitas pessoas não sentem a contradição como um problema. Estão em paz com a colisão de sentimentos e ideias. Sentem-se felizes com aquilo que são e sentem. Não me parece que haja nada de errado nisso.

Quando eu era criança, nos anos 60, teve início uma onda quase revolucionária que tinha a intenção de libertar todo mundo para os prazeres do sexo. As proibições eram muitas e aos poucos foram sendo derrubadas. Cinquenta anos depois, nós ainda vivemos sob os efeitos dessa borrasca salutar de permissividade.

O que a atual geração acrescentou de original a ela foi a percepção de que nem todos querem ser libertados. Muitos aplaudem a revolução sexual e até lutam por ela, mas preferem, pessoalmente, viver de maneira recatada. Mantêm relações monogâmicas desde cedo, casam-se por volta dos 20 anos e têm filhos. Ou ficam solteiros, mas sempre com um namoro de cada vez, comportadamente. Parecem viver tão felizes – ou mais – do que aqueles que estão na vida louca. Apenas de maneira diferente.

Deitados no divã do analista, talvez os comportados confessem fantasias que fariam corar o Marquês de Sade. Mas, e daí? Todos têm fantasias inconfessáveis. Elas não desqualificam ninguém. Hoje em dia podemos sonhar com tudo, até com a possibilidade de sermos caretas. Sem culpa.

Publicado em Uncategorized | Deixe um comentário