Como foi seu carnaval?

Meu carnaval foi maravilhoso. Mas não posso dizer que estava sentindo o clima de alegria contagiante pelas ruas. E olha que passei o feriadão pelos lugares mais tradicionais, curtindo blocos de rua no RJ, desfilando (e estreiando) na Sapucaí e finalizando na BA.

Não sei se foi a chuva, a data que este ano caiu em março, se estou ficando velha ou tudo isso reunido. Eu ainda arrumei dois dias, em pleno fervo, apenas pra dormir. Um foi no sábado e outro na terça. Tudo bem que minha quarta-feira de cinzas e a quinta e sexta-feira após folia foi super bombada.

Pensando bem, meu carnaval ocorreu fora do 4 dias oficiais marcados pelo calendário. Estou vivendo carnaval desde novembro, quando decidi entrar para a comunidade da Mocidade Independente de Padre Miguel. Perder 2 dias não é nada de quem teve 4 meses curtindo quadra de escola de samba, ensaios técnicos e muita alegria.

E os blocos e sambas que curti pré-carnaval foram bem melhores que os dias de folia de Momo em si.

Desculpa

Eu fui cruel, você não merece. Fiz o corte seco porque sempre achei que é uma dor que passa mais rápido. Apesar da pose durona, chorei muito no dia seguinte. Não sou alheia aos sentimentos das pessoas que gosto.

Adoro estar ao seu lado, mas tenho outros objetivos que não se encaixam com os seus. E toda cobrança de atenção e sumiço me deixavam mais culpada por estar ao seu lado e deixar que envolvimento crescesse.

Fiquei mal, porque poderia ser o meu escolhido. E não te escolher me deixou culpada, em dúvidas se estava fazendo realmente a coisa certa. Desta vez, não tem mais volta, não cabe o arrependimento. Nós que já fomos e voltamos, agora seria definitivo. E doeu. Chorei mais por você, do que por muito homem que fui apaixonada. Aliás, por vc, eu chorei, por outros não.

Cada lágrima que escorreu valeu, porque me deu valor e me tratou da forma que mereço. Doeu e está doendo, mas achei melhor assim.

Te disse que sempre chega no momento errado. Faltou pouco pra ficarmos juntos, mas não deu.

Dar ou não dar

Desconheço o autor

Dar não é fazer amor. Dar é dar.
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.
Mas dar é bom pra cacete.
Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca…
Te chama de nomes que eu não escreveria…
Não te vira com delicadeza…
Não sente vergonha de ritmos animais.
Dar é bom.
Melhor do que dar, só dar por dar.
Dar sem querer casar…
Sem querer apresentar pra mãe…
Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.
Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral…
Te amolece o gingado…
Te molha o instinto.
Dar porque a vida é estressante e dar relaxa.
Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.
Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.
Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem esperar ouvir futuro.
Dar é bom, na hora.
Durante um mês.
Para os mais desavisados, talvez anos.
Mas dar é dar demais e ficar vazio.
Dar é não ganhar.
É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar:
“Que que cê acha amor?”.
É não ter companhia garantida para viajar.
É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.
Dar é não querer dormir encaixadinho…
É não ter alguém para ouvir seus dengos…
Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.
Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor.
Esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar.
Experimente ser amado…

Beijo na boca

Escrito em 29 de agosto de 2010

A escolha ocorreu entre beijar um menino lindo e um amigo gay, fiquei com a segunda opção.

Virei uma medrosa e completamente acomodada em viver somente para mim, curtindo ao máximo as possibilidades de ser solteira no Rio de Janeiro o e com medo de me entregar a um novo amor.

Nunca fui medrosa. Só é mais ser fácil una. Não machuca. Só saboto as chances de ter um homem de verdade. Arrumo uns de mentira pra aplacar a carência e a solidão.

One night stand, são descartáveis e não deixa marcas. Como é bom não ter expectativas, esperar uma ligação que nunca vai acontecer e não ter frustação daquilo que poderia ter sido e nao foi.

Pode me chamar de covarde, eu apenas me considero tola. Quando alguém ousa querer algo além, jogo literalmente bosta fresca e pastosa no ventilador. E coloco pra correr.

O menino lindo, que estava ali a noite toda do meu lado, nada entendeu quando beijei meu amigo gay na frente dele. Além de lindo, era terrivelmente simpático e muito sexy. Ele não poderia ter dispensado outras meninas pra jogar sinuca comigo. Pra beber em bares toscos, ouvir samba. Aquele olhar esmeralda, cachinhos e mãos hábeis.

Como um garoto pode ser um homem, com segurança de abalar minhas estruturas. Como uma mulher pode se comportar como uma garota.