Cartas de amor

Todas as cartas de amor são ridículas
Não seriam cartas de amor se não fosse ridículas”
Álvaro de Campos (heterônimo de Fernando Pessoa)

Escrever é um exercício de exposição. Quando demonstramos sentimentos, sendo de forma escrita ou verbal, ficamos frágeis e vulneráveis. Mas somente compartilhando o que sentimos podemos dividir o peso de carregar um piano de cauda dentro de si.

Ontem escrevi uma carta de amor. Eu que odeio falar dos meus sentimentos sem garantia de nada, estava lá digitando um enorme testamento. O que me deixa em paz comigo mesma é que disse no momento oportuno, no auge da paixão e não vou carregar isso para meu caixão.

Consegui tornar real um sonho que me perseguia todas as noites. Ao fechar os olhos, me deparava numa rua que conheço bem há alguns anos. Ao chegar no portão ouvia o conselho para falar tudo. Parei de sonhar e agi na vida real.

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Um comentário sobre “Cartas de amor

  1. Realmente, é mt comum nós ficarmos durante a noite, antes do sono, imaginando várias coisas entre elas coisas q gostaríamos de dizer pra quem amamos. Passar pro papel(papel msm, nada de computador ^^) é um ato libertador e estimulante, vc se sente bem porém a fragilidade tbm aparece, por isso ñ exponha-se tanto caso a pessoa amada ñ ame tanto vc assim haha

    Adoro seu blog!

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