Trilha sonora de hoje

Ainda Bem
Marisa Monte

Ainda bem 
Que agora encontrei você 
Eu realmente não sei 
O que eu fiz pra merecer 
Você 
Porque ninguém 
Dava nada por mim 
Quem dava, eu não tava a fim 
Até desacreditei 
De mim 
O meu coração 
Já estava acostumado 
Com a solidão 
Quem diria que a meu lado 
Você iria ficar 
Você veio pra ficar 
Você que me faz feliz 
Você que me faz cantar 
Assim 
O meu coração 
Já estava aposentado 
Sem nenhuma ilusão 
Tinha sido maltratado 
Tudo se transformou 
Agora você chegou 
Você que me faz feliz 
Você que me faz cantar 
Assim

Quais os cinco maiores arrependimentos daqueles que estão para morrer

09/02/201212h19

DE SÃO PAULO

Uma enfermeira que aconselhou muitas pessoas em seus últimos dias de vida escreveu um livro com os cinco arrependimentos mais comuns das pessoas antes de morrer.

Bronnie Ware é um enfermeira que passou muitos anos trabalhando com cuidados paliativos, cuidando de pacientes em seus últimos três meses de vida. Ela conta que os pacientes ganharam uma clareza de pensamento incrível no fim de suas vidas e que podemos aprender muito desta sabedoria.

“Quando questionados sobre desejos e arrependimentos, alguns temas comuns surgiam repetidamente”, disse Bronnie ao jornal britânico “The Guardian”.

Confira a lista e os comentários da enfermeira:

1. Eu gostaria de ter tido a coragem de viver a vida que eu quisesse, não a vida que os outros esperavam que eu vivesse

“Esse foi o arrependimento mais comum. Quando as pessoas percebem que a vida delas está quase no fim e olham para trás, é fácil ver quantos sonhos não foram realizados. A maioria das pessoas não realizou nem metade dos seus sonhos e têm de morrer sabendo que isso aconteceu por causa de decisões que tomaram, ou não tomaram. A saúde traz uma liberdade que poucos conseguem perceber, até que eles não a têm mais.”

2. Eu gostaria de não ter trabalhado tanto

“Eu ouvi isso de todo paciente masculino que eu trabalhei. Eles sentiam falta de ter vivido mais a juventude dos filhos e a companhia de seus parceiros. As mulheres também falaram desse arrependimento, mas como a maioria era de uma geração mais antiga, muitas não tiveram uma carreira. Todos os homens com quem eu conversei se arrependeram de passar tanto tempo de suas vidas no ambiente de trabalho.”

3. Eu queria ter tido a coragem de expressar meus sentimentos

“Muitas pessoas suprimiram seus sentimentos para ficar em paz com os outros. Como resultado, ele se acomodaram em uma existência medíocre e nunca se tornaram quem eles realmente eram capazes de ser. Muitos desenvolveram doenças relacionadas à amargura e resentimento que eles carregavam.”

4. Eu gostaria de ter ficado em contato com os meus amigos

“Frequentemente eles não percebiam as vantagens de ter velhos amigos até eles chegarem em suas últimas semanas de vida e não era sempre possível rastrear essas pessoas. Muitos ficaram tão envolvidos em suas próprias vidas que eles deixaram amizades de ouro se perderem ao longo dos anos. Tiveram muito arrependimentos profundos sobre não ter dedicado tempo e esforço às amizades. Todo mundo sente falta dos amigos quando está morrendo.”

5. Eu gostaria de ter me permitido ser mais feliz

“Esse é um arrependimento surpreendentemente comum. Muitos só percebem isso no fim da vida que a felicidade é uma escolha. As pessoas ficam presas em antigos hábitos e padrões. O famoso ‘conforto’ com as coisas que são familiares O medo da mudança fez com que ele fingissem para os outros e para si mesmos que eles estavam contentes quando, no fundo, eles ansiavam por rir de verdade e aproveitar as coisas bobas em suas vidas de novo.”

Fonte: Jornal Estado de SP

Fim de ciclo

Não podendo racionalizar uma percepção, sinto que estou num fim de um ciclo. Foi um dos melhores ciclos da minha vida, mas fiquei ansiando tanto que ele acabasse, que acho que não pude aproveitá-lo em todas suas possibilidades. A ansiedade não deixava espaço para o relaxamento.

E hoje fui presenteada com pelo rádio MPB FM com músicas que representaram algum momento da minha vida. O DJ estava conectado ao meu gosto musical sem saber. Sincronicidade pura.

Escutar este repertório me fez ter menos medo do meu futuro, e entender que tudo é passageiro. Que as mudanças são necessárias e que o novo sempre é melhor que o velho.

Samba do Grande Amor

Tinha cá pra mim
Que agora sim
Eu vivia enfim
O grande amor
Mentira
Me atirei assim
De trampolim
Fui até o fim um amador
Passava um verão
A água e pão
Dava o meu quinhão
Pro grande amor
Mentira
Eu botava a mão
No fogo então
Com meu coração de fiador

Hoje eu tenho apenas
Uma pedra no meu peito
Exijo respeito
Não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira

Fui muito fiel
Comprei anel
Botei no papel
O grande amor
Mentira
Reservei hotel
Sarapatel
E lua de mel
Em Salvador
Fui rezar na Sé
Pra São José
Que eu levava fé
No grande amor
Mentira
Fiz promessa até
Pra Oxumaré
De subir a pé o Redentor

Hoje eu tenho apenas
Uma pedra no meu peito
Exijo respeito
Não sou mais um sonhador
Chego a mudar de calçada
Quando aparece uma flor
E dou risada do grande amor
Mentira

A origem da alma gêmea para Platão

No início, a raça dos homens não era como hoje. Era diferente. Não havia dois sexos, mas três: homem, mulher e a união dos dois. E esses seres tinham um nome que expressava bem essa sua natureza e hoje perdeu seu significado: Andrógino. Além disso, essa criatura primordial era redonda: suas costas e seus lados formavam um círculo e ela possuía quatro mãos, quatro pés e uma cabeça com duas faces exatamente iguais, cada uma olhando numa direção, pousada num pescoço redondo. A criatura podia andar ereta, como os seres humanos fazem, para frente e para trás. Mas podia também rolar e rolar sobre seus quatro braços e quatro pernas, cobrindo grandes distâncias, veloz como um raio de luz. Eram redondos porque redondos eram seus pais: o homem era filho do Sol. A mulher, da Terra. E o par, um filhote da Lua.

Sua força era extraordinária e seu poder, imenso. E isso tornou-os ambiciosos. E quiseram desafiar os deuses. Foram eles que ousaram escalar o Olimpo, a montanha onde vivem os imortais. O que deviam fazer os deuses reunidos no conselho celeste? Aniquilar as criaturas? Mas como ficar sem os sacrifícios, as homenagens, a adoração? Por outro lado, tal insolência era perfeitamente intolerável. Então…

O Grande Zeus rugiu: Deixem que vivam. Tenho um plano para deixá-los mais humildes e diminuir seu orgulho. Vou cortá-los ao meio e fazê-los andar sobre duas pernas. Isso com certeza irá diminuir sua força, além de ter a vantagem de aumentar seu número, o que é bom para nós. E mal tinha falado, começou a partir as criaturas em dois, como uma maçã. E, à medida em que os cortava, Apolo ia virando suas cabeças, para que pudessem contemplar eternamente sua parte amputada. Uma lição de humildade. Apolo também curou suas feridas, deu forma ao seu tronco e moldou sua barriga, juntando a pele que sobrava no centro, para que eles lembrassem do que haviam sido um dia.

E foi aí que as criaturas começaram a morrer. Morriam de fome e de desespero. Abraçavam-se e deixavam-se ficar assim. E quando uma das partes morria, a outra ficava à deriva, procurando, procurando…

Zeus ficou com pena das criaturas. E teve outra idéia. Virou as partes reprodutoras dos seres para a sua nova frente. Antes, eles copulavam com a terra. De agora em diante, se reproduziriam um homem numa mulher. Num abraço. Assim a raça não morreria e eles descansariam. Poderiam até mesmo continuar tocando o negócio da vida. Com o tempo eles esqueceriam o ocorrido e apenas perceberiam seu desejo. Um desejo jamais inteiramente saciado no ato de amar, porque mesmo derretendo-se no outro pelo espaço de um instante, a alma saberia, ainda que não conseguisse explicar, que seu anseio jamais seria completamente satisfeito. E a saudade da união perfeita renasceria, nem bem os últimos gemidos do amor se extinguissem.

*Explicação dada no site Somos todos um, mas originalmente contada no livro O Banquete, de Platão.

—————————————————————————

Não é à toa que aqui e ali, entre os chineses e os hindus, por exemplo, tenham florescido rituais, técnicas e filosofias, cujo objetivo era transformar a energia que nascia deste abraço em energia espiritual e fazer do sexo o caminho para o divino. Algo que, de fato, pudesse preencher o vazio de que somos feitos. Alguma coisa forte o bastante, para nos alçar de novo até o alto da montanha dos deuses.

Site Somos todos um

Sobre a origem do amor ou a busca das almas gêmeas

Não vou entrar na discussão da existência das almas gêmeas. Apenas gostaria de compartilhar uma música que um escorpiano me mostrou. Signo que é meu par perfeito, minha alma gêmea zodiacal.

A Origem do Amor

Quando a Terra ainda era reta
E nuvens feitas de fogo
E montanhas iam até o céu
Às vezes além
Povos vagavam a Terra como grandes barris rolantes
Eles tinham dois pares de braços
Eles tinham dois pares de pernas
Eles tinham dois rostos saindo
de uma cabeça gigante
Então eles podiam ver tudo envolta deles
Como falavam; enquanto liam
E eles não sabiam nada de amor
Isso foi antes da origem do amor
A Origem do Amor

 

E eram três sexos então,
Um que parecia como dois homens
Grudados pelas costas
Chamados de filhos do sol
E em similar forma e cinturão
Eram os filhos da Terra
Eles pareciam duas garotas enroladas em uma
E os filhos da lua
Eram como um garfo impulsionado em uma colher
Eles eram parte Sol, parte Terra, parte filha, parte filho

 

A Origem do Amor

 

Agora os deus ficaram um pouco assustados
Com nossa força e intimidação
E Thor disse “Eu vou matar todos com meu martelo
Como matei os gigantes”
E Zeus disse “Não
É melhor deixar-me usar meus raios como tesouras
Como cortei as pernas das baleias
E dinossauros em lagartos”
Então ele pegou alguns parafusos
E deixou escapar uma risada
Disse “Eu os dividirei bem ao meio
Vou cortá-los bem na metade”
E nuvens de tempestade se juntaram acima
Em grandes bolas de fogo.

 

E o fogo caiu do céu em bolas
Como lâminas lustradas de uma faca
E rasgaram direto pela carne
Dos filhos do Sol e da Lua
e da Terra
E algum deus hindu costurou o ferimento
Em um buraco
Colocou isso em nossas barrigas
Para lembrar do preço que pagamos
E Osiris e os deuses do Nilo
Fizeram uma grande tempestade
Para soprar um furação
Para nos separar
Sob a chuva
E um mar revolto
Para nos levar para longe
E se não nos comportamos
Vão nos cortar de novo
E iremos andar sobre um pé
E olhar por um olho

 

A última vez em que lhe vi
Nós tinhamos acabado de nos separar
Você estava olhando para mim
E eu para você
Você tinha um jeito tão familiar
Mas eu não pude reconhecer
Porque tinha sangue em seu rosto
E eu nos meus olhos
Mas poderia jurar pela sua expressão
Que a dor em sua alma
Era a mesma que a da minha
É a dor
Que corta uma linha pelo coração
Nós chamamos de amor
Então nos envolvemos nos braços um do outro
Tentando juntar nossas almas de volta
Nós estávamos fazendo amor
Fazendo amor
Foi a fria e sombria noite há muito tempo atrás
Quando pela força da mão de Jupiter (zeus)
Essa foi a triste história de como viramos
Solitárias criaturas bípedes
É a história
A Origem do Amor
Essa é a origem do amor

 

 

Apenas uma explicação

Muitas vezes uso o blog para demarcar um momento da minha vida, sem contar exatamente o que aconteceu. Posso usar uma música, um livro, uma citação, algo que achei na net para mostrar que vai fundo no meu coração, sem dizer nada a respeito.

É bom, me protege da exposição. Passei por maus bocados, na verdade, ainda estou tentando arrumar a bagunça depois que tive meu momento Big Brother. Cansada de todo mundo saber das minhas tristezas, das minhas decepçoes. E isso é um desabafo.