Sonho

Odeio ter sonhos repetidos. Ainda mais quando as situações não fazem mais parte da minha vida. A culpa é da minha mãe que fica colocando uma minhoquinha na minha cabeça.

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Onde se pode encontrar a felicidade?

Onde se pode encontrar a felicidade? Link to palavras de Osho

Dicionário - imagem por nahlinse

Pergunta a Osho: Onde se pode encontrar sempre a felicidade?

Procure no dicionário pela letra “f” – apenas ali você encontrará sempre a felicidade. Na vida, as coisas são muito misturadas. Dia e noite estão juntos, felicidade e infelicidade também. A vida e a morte estão juntas, assim como tudo está.

A vida é rica por causa das polaridades opostas. A própria ideia de que se gostaria de ser feliz para sempre é estúpida. A própria ideia trará apenas infelicidade e nada mais. Você se tornará cada vez miserável, porque estará cada vez mais perdendo a sua chamada “felicidade eterna”. A sua ganância é demais.

Então, quem é a pessoa feliz? A pessoa feliz não é aquela está sempre feliz. A pessoa feliz é aquela que é feliz mesmo quando há infelicidade.

Tente entender isso. A pessoa feliz é aquela que entende a vida e aceita as suas polaridades. Ela sabe que o sucesso é possível apenas porque o fracasso também é possível. Por isso, quando o fracasso vem, ela o aceita.

Lembro-me de um incidente na minha infância. Um grande lutador de luta-livre havia chegado na minha cidade. Todos eram muito interessados em luta-livre, assim, a cidade inteira se reuniu. Eu vi muitos lutadores em minha vida, mas ele era realmente raro. Havia algo de Zen nele.

Durante dez dias a luta-livre continuou, e todo dia ele derrotava um lutador famoso. Finalmente, ele foi declarado o vencedor. No dia em que ele foi declarado o vencedor, saiu pela cidade e tocou os pés das dez pessoas que ele havia derrotado.

Todos ficaram perplexos com o que ele fez. Eu era uma criança pequena, fui até ele e perguntei: “Por que você fez isso? É estranho”.

Ele disse: “Eu sou vitorioso apenas por causa deles. Se eles não tivessem sido derrotados, se eles não tivessem permitido serem derrotados, eu não seria vitorioso. Assim, eu devo isso a eles. Como eu poderia ser vitorioso sem eles? Minha vitória depende da derrota deles, minha vitória não é independente deles. Eu, realmente, me sinto muito grato a eles. Havia somente uma alternativa: ou eu seria derrotado ou eles seriam derrotados. E são pessoas boas, eles aceitaram a derrota”.

Essa é uma ideia Sufi ou Zen. As coisas são interdependentes: sucesso/fracasso, felicidade/infelicidade, verão/inverno, juventude/velhice, beleza/feiura – todos são interdependentes, eles existem juntos.

E o homem que começa a buscar um polo contra o outro está se envolvendo em problemas desnecessários.  Isso não é possível, ele está desejando o impossível, e ele ficará muito frustrado.

O que vem depois de um pé-na-bunda

Vi este texto no Mulher 7X7 e por me encaixar em todos os perfis descritos, resolvi postar por aqui.

O que vem depois de um pé-na-bunda

29/08/2011 | 09:00 | MARTHA MENDONÇAAMOR E SEXO | 

No filme Amor a toda prova, Steve Carell é Cal Weaver, um cara que parecia ter a vida perfeita: um emprego legal, a mulher que ele namora desde adolescente e filhos amorosos. Seu paraíso desmorona quando sua mulher conta que está tendo um caso e quer a separação. Sozinho pela primeira vez na vida adulta, Cal sente-se perdido na selva dos relacionamentos. E conhece Jacob, um bonitão que faz sucesso entre as mulheres, que vai lhe ensinar a como reagir a um pé-na-bunda com estilo.

O que vem por aí veja você mesmo no cinema. Mas o assunto é bom: não é nada fácil voltar à “ativa” depois de tanto tempo num relacionamento. Isso vale até para quem decidiu pela separação. Que dirá para quem foi pego de surpresa e, além de tudo, está sofrendo.

Dos exemplos que já vi na vida real, cataloguei alguns comportamentos mais comuns:

Deprimidos convictos
Não saem de casa de jeito algum, não querem ver a luz do sol, não querem comer, nem beber, nem ver gente. Tudo que querem é sofrer. O sofrimento é o elo que ainda os liga aos ex. Apreciam muito quando os amigos os chamam para sair, pois têm prazer e conforto em dizer que não, que não veem mais sentido em nada.

Pegadores seriais
Uma vez abandonados, resolvem que só enlouquecer todas as noites em baladas e bebedeiras, pegando qualquer pessoa que veem pela frente, poderá aliviar a do que sentem. Quem nunca fez isso? Ao mesmo tempo em que o pegador serial se diverte, bebe e esquece, mesmo que momentaneamente, a dor, também tem a fantasia de estar se vingando do (a) ex.

Caçadores de substitutos
Esses levam um pé-na-bunda, choram um pouco e, por algum tempo, podem até se parecer com os deprimidos convictos. Mas rapidamente tomam para si uma missão: encontrar alguém que tome o lugar do (a) ex. Para isso, se enfurnam nas redes sociais atrás de amigos dos amigos, namorados (as) de infância ou desconhecidos. O primeiro a aparecer recebe o primeiro “eu te amo” em poucos dias – mesmo que só tenham se encontrado virtualmente.

Fugitivos mutantes
Aproveitam a mudança de vida para um turning point. Começam um regime, decidem que vão aprender a fazer sushi ou lutar boxe tailandês. O sentimento é mais ou menos este: talvez me transformando em uma outra pessoa a dor passe por mim sem me reconhecer.

Conhece algum outro tipo? Já se enquadrou em alguma dessas situações?

Capitães da Areia

Pela primeira vez estou lendo Jorge Amado. E não queria começar com nada que já tivesse visto na TV ou no cinema. Queria realmente conhecer Jorge Amado por sua prosa, não pela visão de um cineasta ou de adaptador de sua obra.

Teria uma identificação maior se iniciasse com o universo feminino de sua obra. Mulheres fortes, tão regionais, tão brasileiras. Dona Flor, Gabriela, Tieta, Teresa, mas por serem tão famosas, escolhi os meninos de rua de Salvador. E estou fascinada com Pedro Bala, Professor, Sem Perna, Gato e todos estes meninos. Diferente de Machado de Assis, que adoro, a leitura é bem mais fácil e atual. Apesar do livro ser de 1937.

Descrição

Capitães da Areia, a história crua e comovente de meninos pobres que moram num trapiche em Salvador e clássico absoluto dos livros sobre a infância abandonada, assombrou e encantou várias gerações de leitores e permanece hoje tão atual quanto na época em que foi escrito.

Desde o seu lançamento, em 1937, CAPITÃES DA AREIA causou escândalo: inúmeros exemplares do livro foram queimados em praça pública, por determinação do Estado Novo. Ao longo de sete décadas a narrativa não perdeu o viço nem atualidade, pelo contrário: a vida urbana dos meninos pobres e infratores ganhou contornos trágicos e urgentes.

Várias gerações de brasileiros sofreram o impacto e a sedução desses meninos que moram num trapiche abandonado no areal do cais de Salvador, vivendo à margem das convenções sociais. Verdadeiro romance de formação, o livro nos torna íntimos de suas pequenas criaturas, cada uma delas com suas carências e ambições; do líder Pedro Bala ao relogioso Pirulito, do ressentido e cruel Sem-Pernas ao aprendiz de cafetão Gato, do sensato Professor ao rústico sertanejo Volta Seca. Com a força envolvente de sua prosa, Jorge Amado nos aproxima desses garotos e nos contagia com seu intenso desejo de liberdade.

Quatro meses

Há quatro meses atrás, encarei um tufão que deu uma sacudida na minha rotina. Um tufão que sinalizou o novo ciclo de minha vida.

Só peço proteção para Santo Expedito (o santo das causas urgentes e que comemoramos no dia de hoje) para os desafios que enfrento. Que a graça alcançada seja o melhor para todos os envolvidos.

Felicidade

Image“Confesso que já achei que estava vivendo um retrocesso quando a vida parecia repetitiva. Mas a danada é cíclica: traz e leva coisas que parece que já vimos e vivemos. São os tais recomeços. O que não quer dizer que não existe a evolução. A caminhada nos leva sempre por uma nova picada, por mais que pareça velha conhecida.” Débora do blog 3Xtrinta

Esta semana estava ouvindo uma opinião que me assustou terrivelmente. Sabe aquela cena que já viveu com personagens diferentes. Logo eu, que acredito na felicidade, tenho que dar meu testemunho, mais uma vez, que é possível ser feliz. Que prefiro ser feliz, do que ter razão. Que esta maravilhosa sensação pode estar presente no momento que abro meus olhos de manhã, quando admiro uma vista da natureza, quando beijo meu amor.

Que a felicidade não está em grandes acontecimentos, podemos encontrar na rotina diária, basta treinar o olhar e enxergar o mundo mais colorido. Conseguir acreditar que a metade do copo está cheia e que o futuro sempre será melhor. E eu que tenho fé, sigo sinais, sou tarôloga, tenho que explicar algo que vai além do ponto de vista racional. Mais um escorpiano cético bate na minha porta. Como faço para lidar com estas criaturas? É missão?

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Os Subterrâneos do Amor

PSICANÁLISE DA VIDA COTIDIANA

Os Subterrâneos do Amor

CARLOS VIEIRA
A relação amorosa continua sendo descrita pelos filósofos, poetas, antropólogos, psicanalistas, enfim por todos os pensadores da alma humana. Porque mistério? Por que a alma (psique) carrega dentro de si aspectos racionais, previsíveis e enigmáticos, inconscientes. A alma tem seu lastro biológico, mas evidencia também seu aspecto proteiforme da inconsciência.
Inspiro-me e faço uma espécie de improviso hoje, baseado na beleza do ensaio de Edgar Morin, “Amor Poesia Sabedoria”, publicado pela Editora Bertrand Brasil, 2011, Rio de Janeiro.
O amor é instintual, pulsional. O amor é expressão de vida, é um sentimento contido no Eu, que o perpassa e chega ao Outro, descrito por S. Freud, como amor genital, libido de objeto. Dito em outras palavras, o Amor tem uma base legítima, egocêntrica e também, com o crescimento, uma finalidade social, gregária. O amor nasce narcísico, individualista, voltado totalmente para a sobrevivência do Eu.
No início da vida estamos preocupados somente, com a satisfação dos nossos desejos e ainda não reconhecemos o outro ( a mãe ) como pessoa separada, e sim como extensão da nossa pessoa. Escreve E. Morin: ”O amor é algo único, como uma tapeçaria que é tecida com fios extremamente diversos, de origens diferentes. Por trás de um único e evidente “eu te amo”… em uma extremidade há um componente físico e, pela palavra físico, entende-se o componente biológico, que não se reduz ao componente sexual, mas inclui o engajamento do ser corporal. No outro extremo, encontram-se os componentes mitológico e imaginário; incluo-me entre aqueles para quem o mito e o imaginário não representam uma simples superestrutura, e muito menos uma ilusão, mas, sim, uma profunda realidade humana”.
Desse modo, a amorosidade assume uma textura biológica, onírica e psíquica. Nós, os humanos, somos seres – psicossomáticos. A criancinha de colo já mostra sua ânsia, sua necessidade física, e seu apelo amoroso, traduzido por uma “voracidade” que suga o seio em busca de alimento físico e apelo amoroso. Continua Morin em seu Ensaio: “ O amor enraíza-se em nossa corporeidade e, nesse sentido, pode-se dizer que o amor precede a palavra. Mas o amor encontra-se, ao mesmo tempo, enraizado em nosso ser mental, em nosso mito, que evidentemente, pressupõe a linguagem, e nesse sentido, pode-se dizer que o amor decorre da linguagem. O amor, simultaneamente, procede da palavra e precede a palavra.
Amamos com o corpo, com os olhos, com os gestos e com todo o nosso aparelho de comunicação pré-verbal. Amamos com a declaração verbal do “eu te amo” assim como, com o canto poético do nosso ser romântico.
Acontece que, aquele amor inicial, carnal, misturado, sem admitir separação, necessário no inicio da vida, caso não evolua, vai marcar as “paixões desvairadas, loucas”, irracionais e sem nenhum sentido de separação entre o eu e o outro. Aí o amor toma o rumo da insanidade, da fusão, do grude, do controle sobre o outro e da morte do sentimento amoroso.
Assassinatos, suicídios, aprisionamento da outra pessoa, relações sádicas e perversas são, desse modo, a expressão louca, do amor que nomeio como “amor de carcará”: pega, mata e come. A natureza humana definida pelo nosso autor acima, como “homo sapiens” e “homo demens”, de “diabo” transforma-se em pura loucura sem o mínimo de racionalidade, onde o desejo se transforma em posse. È dessa forma de amor, tão frequente na atualidade, que devemos cuidar, para que o “individualismo” da sociedade pós-moderna não destrua totalmente nossa capacidade de amar no sentido social e grupal.
É notório assistir hoje, aos ataques vorazes, gulosos das pessoas, dos grupos societários, políticos, empresariais e governamentais em direção, não a uma relação e compromisso amorosos, mas a uma exploração para satisfazer o egoísmo mortífero e os prazeres materiais, usando o “blefe” da preocupação pelo outro. Esse é o próprio “Amor de Carcará”.
No ensaio de Edgar Morin, apreendemos sua mensagem: “Se a bipolaridade do amor pode aquartelar o individuo entre o amor sublime e o desejo infame, pode também efetivar-se no diálogo, em comunicação: há momentos muito felizes, momentos em que a plenitude do corpo e da alma se encontram”. Que linguagem longe dos dias atuais, caro leitor! A posse, o ciúme patológico, o uso do outro como “droga” para o prazer, no plano individual; as falcatruas de grupos políticos, o assédio de assaltos ao nosso dinheiro dos impostos, as benfeitorias ilusórias de alguns governos, isso no plano social, criam dificuldades reais aos ideais de Morin e de todos nós. Estamos no caos? Estamos no fim de uma sociedade, dita civilizada? Quais as alternativas para o presente e futuro da humanidade?
A biosfera nunca esteve tão ameaçada de uma catástrofe significativa, ainda que os movimentos em favor do equilíbrio ecológico estejam se esforçando para evitar tal desastre; o animal-humano nunca matou tanto seus semelhantes quanto no presente; a ciência tecnocrata e a economia não nos assegura a paz; os governos, ditos democratas nunca lesaram o dinheiro dos nossos impostos quanto agora; as religiões fundamentalistas nunca “venderam” tantas ilusões. Estamos em crise patológica da família, da educação, da fé, da ética e da justiça. Entretanto acredito: ainda o Amor é a saída para nossa pátria – a Terra. Após a leitura de Morin, nossa pátria é a Terra.
Termino com mais uma citação dele:”…se o mal que sofremos e fazemos sofrer reside na incompreensão do outro, na autojustificação, na mentira a si próprio(self deception), então o caminho da ética – e é aí que introduzirei a sabedoria – reside no esforço da compreensão e não na condenação, no auto exame que comporta a autocrítica e que se esforça em reconhecer a mentira para si próprio.

Carlos.A.Vieira, médico, psicanalista, Membro Efetivo da Sociedade de Psicanálise de Brasilia e de Recife. Membro da FEBRAPSI e da I.P.A – London.