O poder das palavras

Nunca fui a pessoa mais otimista. E o universo me deu de presente, uma amiga tão o contrário de mim neste quesito, que nossa amizade é uma combinação perfeita.

Recentemente, passei por algumas coisinhas chatinhas, que se antes não era deste jeito, agora então piorei. Mau humor nas alturas.

Claro que ñ gosto de ser assim e tenho a certeza que mudar está nas minhas mãos. Mas como manter a fé quando ao meu redor coisas boas não estão acontecendo.

E no fim, minhas palavras são o reflexo desse meu pessimismo. Cada dia, descubro como o que verbalizamos tem o poder infinito. E ñ consigo pensar/falar com esta fé no futuro.

O PODER DE REALIZAÇÃO DAS PALAVRAS
O que você pensa e fala em seu dia-a-dia influencia sua realidade

“A energia do pensamento e a da palavra podem mudar toda uma vida.” Um dia, quando eu ainda estava perdida no mundo, conheci um homem diferente de todos que eu conhecia. Ele me ensinou muitas coisas sobre o amplo poder da energia. Por meio de suas mentalizações positivas, plantou dentro de mim a semente da energia positiva e desencadeou o meu despertar. E hoje quero dividir com você um pouco do que aprendi com este amigo especial.

A energia do som da palavra tem um grande e vasto poder de realização. Toda palavra é um mantra em ação. E são os pensamentos que materializam a palavra. O que você pensa e fala em seu dia-a-dia, para as pessoas, sobre elas ou sobre você mesmo, causam a realidade com que vivencia sua vida.

Vamos encarar que sempre achamos que quando as coisas começam a dar certo, parece que tudo dá certo mesmo no final. Mas, por outro lado, se começam da forma errada, tudo acaba dando errado também. Você já se permitiu refletir que talvez você se influencie e se apegue sempre à primeira impressão e dela determine todo o resto? Pense bem sobre isso. Observe seus pensamentos e as atitudes que se seguem.

Se continuamente vive dizendo que não tem sorte, que seu chefe não gosta do seu trabalho, que seu filho, marido ou professora são insuportáveis, que o dinheiro está acabando… assim será. Se esta é a verdade de seus pensamentos, tenha muito cuidado, principalmente se estas palavras vierem recheadas de sentimentos. Lamento, mas você esta se condenando a viver isso.

Não me diga agora: “Mas a crise esta aí!”. Eu sei, eu também vivo neste planeta e estou sujeita a estas influências.O que estou dizendo é que, apesar desta realidade ou mesmo de qualquer outra que possa ser difícil de lidar, você deve ter o controle de seus pensamentos. Só quando tiver a consciência de que pode escolher o que está pensando, sentindo e falando, terá o prazer de materializar novas oportunidades e sua própria felicidade.

Não importa como está se sentindo, até isso é possível mudar escolhendo no que prefere pensar. Não alimente com sua imaginação um pensamento negativo. Busque uma palavra positiva e repita-a até sentir a sensação de tranquilidade que esta escolha traz. Depois, observe o que aconteceu com seu mental.

Quando for escolher a energia de uma afirmação positiva, examine -a com cautela. Escolha sempre o verbo no presente, mesmo que pareça estranho. Lembre-se que o poder de mudança esta no momento do “agora”. Depois com o tempo tudo ficará mais confortável e real. A palavra falada é um portal que se abre para realizar seus caminhos. São pensamentos expressos que, carregados de energia positiva como coragem e amor, ajudam a encontrar a felicidade interior. Mas se estiverem carregadas de medo ou raiva vão esvaziar a possibilidade de você encontrar tudo o que realmente pode realizar.

Imagine agora uma situação em que você foi acusado de ser um idiota, por exemplo. O que esta palavra causou em sua emoção? Se provocou sentimentos tão ruins, por que as palavras amor e coragem não alterariam seus sentimentos e sua vibração?

Aproveite e faça uma experiência agora mesmo:

1- Pegue o que mais lhe aflige no momento e transforme em energia positiva, energia de cura. Comece identificando a situação em detalhes, sem julgamentos. Cuidado com sua mente tagarela. Só constate o que lhe incomoda. Qual é o problema?

2- Depois, transforme as palavras e o pensamento em positivo e, agora sim, permita que sua mente crie o que precisar para “sentir” que de alguma forma o positivo é definitivamente possível neste momento. Se sentir vontade escreva, medite, mentalize quantas vezes achar adequado.

Se quiser realmente mudar o padrão de comportamento, eu aconselho a começar com 21 dias de repetições diárias, e refaça sempre que achar necessário. Inicialmente pode ser difícil, pois sua mente vai relutar ao esquema novo, mas com a insistência será sempre cada vez mais fácil, até se tornar automático.

Após ter plantado  a semente da energia positiva no solo fértil da consciência, não a desenterre para ver se finalmente germinou. Tenha paciência, alimente em seu interior a certeza da concretização de seus pensamentos, sentimentos, palavras e ações. Energia e vibração positiva são o tempero necessário para uma vida mais feliz. Experimente ao menos um vez!

PARA CONTINUAR REFLETINDO SOBRE O TEMA

Livro Aonde você vai? Um guia para a jornada espiritual, de Swami Mmuktanandada, Siddha Yoga
Livro Afirmações Cientificas de Cura, de Paramahansa Yogananda, Self-Realization Fellowship
Livro A Lei do Sucesso, de Paramahansa Yogananda, Self-Realization Fellowship
Livro Peça e Será Atendido, de Jerry Hicks e Esther Hicks, Editora Sextante

Fonte: Personare

Outra Vez

Você foi o maior dos meus casos
De todos os abraços
O que eu nunca esqueci
Você foi, dos amores que eu tive
O mais complicado e o mais simples pra mim

Você foi o melhor dos meus erros
A mais estranha história
Que alguém já escreveu
E é por essas e outras
Que a minha saudade faz lembrar
De tudo outra vez….

Você foi
A mentira sincera
Brincadeira mais séria que me aconteceu
Você foi
O caso mais antigo
O amor mais amigo que me apareceu

Das lembranças que eu trago na vida
Você é a saudade que eu gosto de ter
Só assim sinto você bem perto de mim
Outra vez

Esqueci de tentar te esquecer
Resolvi te querer por querer
Decidi te lembrar quantas vezes eu tenha vontade
Sem nada perder

Você foi
Toda a felicidade
Você foi a maldade que só me fez bem
Você foi
O melhor dos meus planos
E o maior dos enganos que eu pude fazer

Das lembranças que eu trago na vida
Você é a saudade que eu gosto de ter
Só assim sinto você bem perto de mim

Outra vez

RB, MS, MG

Muitos tons de cinza (coluna do Goldin na Revista de Domingo)

“Tenho 44 anos, sou separada e independente. Vivo com conforto com minha filha adolescente. Infeliz após a separação, conheci Paulo (45), me encantou seu charme e, no segundo encontro me disse que era casado, com um filho. Relutei em me envolver mais acabei me entregando de corpo e alma. Paulo limitado financeiramente, é de uma classe social inferior a minha. É inteligente, interessante e temos muitas afinidades, porem não tem coragem de abandonar o lar. Nosso relacionamento já dura dois anos, eu apaixonada é ele também. Falamos-nos e vemos com muita frequência, o sexo é maravilhoso, ainda que eu banque os programas, nunca me senti explorada, me compensa com seu carinho e me ajudando no que pode. Sinto ciúmes, detesto dividi-lo e ele também sofre por ter uma vida dupla. Tentamos nos afastar, e não conseguimos. Será que não me ama o suficiente pra mudar sua vida? Confunde amor com conforto? Estou perdendo tempo? Ele me faz sentir viva e mulher. Preciso colocar um fim?
Alice”

Algumas cartas são verdadeiros ensaios autorais, porém, quando seu tamanho excede o formato da coluna, é preciso resumi-las. Desta vez, quando fiz isso, percebi que a pergunta original da Alice tinha se modificado. Depois de retirar algumas frases do texto, acabou dando a impressão de ser uma história padrão, idêntica a outras, onde Alice aparece como refém de um homem casado, com menos recursos e cultura, que a aproveita, tanto no aspecto material, quanto sexual…

É verdade que não posso afirmar o contrário, mas em seu bem articulado texto, não dá essa impressão, não parece ingênua, nem deslumbrada e descreve Paulo como um homem que a ama e, apesar de comprometido, parece correto e assumindo sua responsabilidade na história, se esforçando para compensar suas limitações. 

As mulheres que se relacionam com homens casados produzem opiniões bastante radicais, a maioria considera a situação uma roubada, sem hesitar, aconselhariam a Alice a terminar o caso imediatamente e procurar uma situação afetiva mais favorável.

Outras opiniões, talvez em minoria, se identificariam com seus sentimentos e limitações e, a partir desse lugar, afirmarão que assim que se amarem de verdade e se assumirem culpas e privações, as histórias valeriam a pena serem vividas.

De minha parte, tento ser neutro, por considerar que é a única forma de ajudar a Alice. Ambos compartilham uma história de alternância entre prazeres intensos e privações severas. Alice, entrelinhas, parece sentir um secreto prazer em transgredir é, no sentido oposto, consome horas em reflexões sobre o valor emocional e ético da relação. Paulo, por sua vez, se por um lado parece amá-la, e consciente das vantagens materiais, porém também intui que esta aventura pode levá-lo ao divórcio, ameaçando seriamente sua frágil estabilidade financeira. Condenar ou absolver é fácil, mas não é o caso, já que a própria Alice se encarrega de fazer isso. Por esse motivo, entre o branco convencional e o preto pecaminoso, esta história apresenta vários tons de cinza, com alternâncias claras e escuras e é nesse lugar que, estrategicamente, me coloco.

Considero que apoiar a relação não atenuaria suas dificuldades e o contrário, exigir a ruptura, não modificaria seus sentimentos em relação ao Paulo. Por isso, deixo a Alice tomar sua própria decisão. A seu favor pesa a clara e lúcida consciência das suas condições atuais, bastante sofridas, e a certeza de uma ruptura inevitável. Certamente esse momento não os pegará de surpresa, por enquanto é um amor fora do espaço e do tempo, sem passado, nem futuro… Será esse seu maior encanto? Vivem uma história entre parênteses, com prazeres e dúvidas, dentro de um cenário sem relógio nem calendário e é precisamente nesse lugar que funciona o amor perfeito, passional, juvenil e irresponsável: um concentrado de sentimentos puros. Por outro lado, quando chegar o dia “D” (do desembarque) qualidades e defeitos retroativos cairão sobre seus protagonistas como os cartões de crédito, com suas inexoráveis faturas, que primeiro se usam e depois se pagam. Se nesse dia a paixão continuar viva, será uma dor intensa e em caso de decepção, os sentimentos serão de hostilidade.

E, por fim, já sem neutralidade, direi à Alice que as paixões humanas sempre são dignas e ultrapassam de longe a clássica e simplória divisão entre o branco oficial e o preto subversivo. Em síntese, não ha almoço grátis nem amores irresponsáveis. No entanto, até o dia “D” chegar, a vida continuará e Alice e Paulo poderão estender o parêntese entre “começo” e “fim”. Nada tão diferente do que todo mundo faz: viver, da melhor maneira possível, no período, sempre breve, que separa o nascimento da morte.

Alberto Goldin

Amores impossíveis

Aos 17 anos, amei do fundo da minha alma pela primeira vez. Não fui correspondida (mas tivemos um breve romance), porém se tivesse sido, esta relação continuaria impossível. Gênios incompatíveis, estilos de  vida muito diferentes. E muita projeção de um amor idealizado, que nunca se tornou real, tal como Romeu e Julieta.

Este sentimento arrebatador que tomou conta de mim no ano de 1998, poderia ser chamado de paixão. Mas paixão acaba e este sentimento teve muitas transformações ao longo desses anos. Já foi paixão, amor, admiração e se transformou em decepção, ódio, mágoas. Tive meus desejos de vingança porém concedi o perdão no aniversário dele há poucos anos atrás. E me libertei do passado.

Hoje é apenas uma ótima lembrança após o resgate aleatório do meu diário. De um amor que me transformou de menina para mulher.