Borboletas

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Um ano. 365 dias. 8760 horas

Se eu pedisse que um dia da minha vida se repetisse, seria injusta com todos os outros que foram bons também.

Mas queria repetir o beijo que as borboletas começaram a voar dentro de mim.

Ou escolheria o pré reveillon, no qual chutei uma taça de espumante.

Também teve o dia do tombo que levei, onde fui parar depois numa sinuca fedida.

Mas como esquecer o carnaval e a fantasia de Sheik.

Quantas risadas, quantas noites passadas ao lado dele. 

Um ano se passou. O ano em que tudo mudou. No qual me apaixonei de novo.

E hoje não estarei com ele para relembrar, de rir de todas histórias boas que vivemos.

Estarei lá, no mesmo lugar. Desejando do fundo do coração que estivesse comigo. 

E tentando apenas agradecer pelos momentos bons que vivi. Desejando dias melhores que virão.

 

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Cena carioca

Deu na coluna do Ancelmo Gois, no Jornal O Globo

mendigo“Segunda, por volta de 18h, parceira da coluna caminhava pelo Centro, em frente à livraria da Travessa, quando, de repente, alguém veio por trás, tapou os olhos dela e fez aquela brincadeira: “Adivinha quem é?!”

Ela arriscou vários nomes e não acertou, até que o próprio respondeu:”É o mendigo!” E era mesmo. Um pedinte maluquinho que sempre zanza por ali. Ela saiu correndo.”

Estou rindo até agora. E sim, poderia acontecer comigo, sempre almoço nesta região.

2012 (um balanço?)

bebe

Esta é a segunda tentativa de analisar meu ano. Tarefa difícil pela importância dele.

Têm anos que passam por nossa vida e somos tomados pela indiferença. Quantas vezes usei a expressão não fede nem cheira para descrever 365 dias. Mas não agora.

O ano do fim do mundo está longe de ser indiferente para mim. Sempre busquei viver de forma intensa, mas desta vez o cenário que estava inserida iam além da minha intensidade. Combinação explosiva.

Posso narrar todos os acontecimentos, mas não conseguirei explicar as mudanças que provocaram em mim. É como se passasse um outro retorno de saturno.

Teve um novo amor (que já acabou), despedida de um velho, um príncipe encantado vindo da F1, divórcio, doenças graves, muitas viagens e muitos bebês.

A vida foi a minha temática de 2012.