Uma crítica ao facebook e (finalmente!) minha retrospectiva 2012

Minha opinião sobre o facebook é bem antagônica. Fico incomodada com o cenário feliz que postam na rede social. Não existe derrota, se tem é encarado com bom humor.

Desativei minha conta no mês passado após o término de um relacionamento. Poderia ter excluído da minha lista de contatos, ter bloqueado, mas mantive a linha fina. Sofrendo, porque a fila andou para ele. Esperei uns meses e deletei meu espaço virtual.

Na lista dos amigos, também tinha um outro ex-namorado comemorando o nascimento do filho neste mesmo período. A sua atual esposa e mãe de seu filho, era amante dele enquanto estávamos juntos. O tempo de relação está documentado na maldita rede social.  Sou corna pública. O facebook poderia tb acrescentar na linha do tempo, para ser mais escancarado, que ele tinha duas mulheres ao mesmo tempo.

Uns dias antes de excluir minha conta, quis colocar uma foto no qual estava bêbada numa festa. Uma foto divertida para divulgar entre amigos. O problema: vários colegas que trabalham comigo poderia ver este porre na minha timeline. Num malabarismo enorme, criei um grupo para poucos verem estas fotos.

E também tinha aquelas pessoas que te bloqueiam pelas coisas mais babacas. Um ex ficante, uma ex amiga e etc.

Juntando isso tudo, não via motivos para continuar naquele lugar que sei que muitos fazem de big brother para saber da vida dos outros.

Confesso que este um mês que fiquei fora, senti falta. E meus amigos também. Aqueles que não precisam acompanhar minha vida pelo facebook, que estão comigo no dia a dia. E tem meu irmão que mora fora do país e que o melhor meio de contato é por lá.

Excluí com a promessa de um dia voltar e este dia foi ontem.

Criei um novo eu virtual, com meu nome (antes colocava o apelido), o sobrenome que menos usava. E assumi a promessa de só adicionar pessoas que não terei pudor de mostrar minhas fotos ou minhas opiniões. E me livrei de todo ex que andava assombrando minha lista de amigos. E os conhecidos em comum. Fico triste, mas c´est la vie.

Nunca tinha bloqueado ninguém na minha vida e achei bem libertador. Meu futuro não terá mais contato com os fantasmas do meu passado.

Mas o que me deixou mais feliz de crial meu perfil,  foi montar meu único álbum que intitulei 2012.

Juntando aquelas fotos, consegui, então, finalizar o balanço (decente) do ano que passou. Após algumas tentativas, sem sucesso, de fazer a análise de 2012 aqui no blog, reorganizando e escolhendo as imagens para resumir o ano do fim do mundo, montei o quebra-cabeça na minha cabeça e concluí, MEU ANO FOI ÓTIMO, só passei tempo demais reclamando dele.

Se eu não tivesse focado demais no meu relacionamento (no qual apostei muita coisa) e numa bomba que aconteceu, teria visto que me diverti muito com minhas amigas, com minha família materna, que pude enfim botar alguns sapos para fora e tive muitos momentos felizes.

As fotos me mostraram quem eu era quando não era um casal. Do que vivi sozinha e me diverti.

Infelizmente, não posso passar uma borracha ou fingir que estas coisas não aconteceram. Estes dois fatos, foram fundamentais para as minhas escolhas ao longo destes 365 dias.

Se eu não previsse um pé na bunda, não teria ido para Disney. Se não tivesse a bomba, não teria ido para um cruzeiro de navio no exterior. Se eu não tivesse arrumado um namorado tão pão duro, talvez continuaria gastando dinheiro e não teria nenhum para viajar. Se não tivesse a bomba, não teria decidido assumir apenas uma relação.

E como um lego, as peças foram se encaixando. Fechei mais um ciclo da minha vida (com muito contragosto, pois estava na minha zona de conforto).

Vivi um 2012 no modo automático, como se meu corpo estivesse presente, porém incapaz de registrar os bons momentos. Aqueles pequenos, bem pequenos. De ser confundida com Elaine, de inventar um namorado negão para fazer ciúmes, de participar de um chat diário divertidíssimo, de aprender mais sobre economia, de fazer as fotos mais lindas, de estar nos bastidores da notícia, de enfrentar a vergonha de falar em inglês, de assumir minhas escolhas (mesmo que o cenário fosse desfavorável) e acreditar nelas, de viver uma vida diferente (mais abastada), de experimentar comida asiática, de sentir o vento gelado no rosto andando de moto pela Joatinga, de cantar num karaokê e surfar, de enfrentar o medo da morte convivendo com crianças doentes, de falar (algumas vezes) francamente sobre meus sentimentos com as pessoas que são muito importantes para mim.

Engoli muitos sapos, chorei muito, me divorciei. Mas ao mesmo tempo agi com classe, soube usar a assertividade e a malícia nos momentos cruciais e fui corajosa.

Coragem, uma característica que pouco conheço de mim mas que resume 2012.

carimbras_prancha_de_encaixe_casa_do_educador_brinquedo_educativo_brinquedo_de_madeira_brinquedo_pedagogico_brinquedo_para_crianca

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s