A missa

Uma vez existiu um casal formado por uma rainha e um mestre de bateria. Juntos pegavam fogo. Nunca conheci um homem e uma mulher com tanta química.

Como todas as pessoas, carregavam um passado. Um passado que pesava muito na evolução da relação.

A paixão era incendiária, fulminante e pirotécnica. Mas durava o tempo de um desfile na Sapucaí. Não existia fidelidade. Na apoteose, já rolava a dispersão. E num ritmo cíclico, no próximo ano, a folia de Momo se repetia.

Vários escândalos e baixarias depois, o diretor  descobriu numa nova cabrocha, um amor sem sobressaltos. E assim, a rainha cansou de ser rainha, distanciando de sua escola, só queria paz e um amor com menos turbulência.

E a Unidos nunca mais foi a mesma sem a presença meteórica do antigo casal.

Houve boatos de que o último encontro dos dois ocorreu numa igreja. Ela cansou desta vida carnavalesca e resolveu ser uma mulher com elevações espirituais, foi à missa. Ele acompanhando sua namorada, que veja só, era uma católica praticante, assistiram o mesmo sermão.

A namorada nem imaginava que no banco de trás estava a ex-rainha que fazia ainda seu diretor torcer o pescoço. Aquela que toda mulher teme, a ex que marcou.

Dizem que o antigo casal ainda não conseguiu perdoar um ao outro por todos os desfiles que não saíram campeões. Um acusa o outro pelo fracasso.

Enquanto isso, nós torcemos para que nossa eterna rainha supere toda esta história e decida nós próximos dias brilhar no nosso abre alas defendendo a nossa escola.

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