A foto

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Ontem uma amiga de muitos anos postou uma foto no facebook de quando trabalhamos juntas.

Um registro dos meus 19 anos no qual não tinha grandes sonhos tão claros. Deixava me levar pelo cenário que vivia, dos amigos que conversava e dos amores que sentia.

Com a inevitável passagem dos anos, percebi que atendi meus anseios da alma naquele tempo. Mas nada era tão claro na minha cabeça. Às vezes não sei se alcancei por perseverança ou por sorte. Não acho que me ouvi, fui vivendo e seguindo instintos vindos do meu inconsciente.

Uns dias atrás relembrei na terapia de um amor desta época e de como as histórias se repetem. Tentei e tomei atitudes diferentes no presente. Mas as lembranças estão vívidas na memória de uma maneira que uma simples frase que falei somente agora poderia ter sido usada há 10 anos atrás.

Hoje acordei com a música A Lista do Oswaldo Montenegro na cabeça. Apenas um trecho ñ para de martelar: “Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria…”

Sinto que sou mais eu no espelho do que na foto da minha amiga. Não imaginei que conquistaria tudo que almejava. Não tinha sonhos impossíveis mas eles eram tão grandiosos para a mocinha de 19 anos. Fui além do que imaginava ser capaz.

Considerava pequena para realizar o que considerava “grandes” ambições.

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Presente

Hoje não citarei o passado e nem o que espero do futuro. Estou sempre fazendo isso. Só quero atualizar os últimos acontecimentos aqui no blog e falar de como estou AGORA enquanto escrevo estas palavras.

Passei (ainda não terminou, mas está quase no fim) por um período de retiro que classificarei como espiritual. O meu momento de contato com meu interior no qual fui bem fundo. De olhar a dor e sentí-la sem anestésico. De enxergar a vida tal como ela é. E também tomar ciência de algumas de minhas falhas.

Acho que escolhi este processo inconscientemente. Poderia ter empurrado uma relação (que naquele novembro tenebroso estava no fim) com a barriga enquanto outros problemas me atormentavam muito mais. Escolhi um caminho difícil. Resolvi abrir mão de pequenos prazeres e enfrentar grandes dores.

Como um ser pensante que sou e pela experiência de vida resolvi não ressuscitar um moribundo. Se é para doer que seja logo de uma vez, não vou ficar prolongando este processo.

Antes de embarcar em missão para os EUA tirei da tomada o que mantinha viva a minha relação falida. Peguei um avião cheia de medo do que ia acontecer na América mas com esperança de que tudo ia dar certo. Nem parei para pensar no morto que larguei aqui em terras brasileiras.

Missão cumprida com sucesso, de volta a cidade maravilhosa, fui fazer o enterro. Pelo menos metaforicamente. Os meses seguintes foram de luto, não só pelo fim da relação mas por todas as porradas que passei em 2012. Na busca de algo que fizesse cessar minhas lágrimas ou que desse força para continuar, parei na Igreja. E nela estou até hoje. Não sou católica apenas escutei um chamado do meu coração para buscar Deus. Esta convocação pedia para assistir a missa por vários domingos por um tempo indeterminado.

Encarei o chamado e na primeira missa tive uma surpresa desagradável. Era para ter desistido, mas continuei. Veio fevereiro (adoro este mês) e boas notícias chegaram. Mas era apenas uma marolinha. Somente ilusões.

Após esperanças desfeitas, o tombo maior das minhas expectativas, a dor aumentou. Não dividi com ninguém além de Deus o peso da minha cruz.

Não sei dimensionar o tanto e o quanto mas fiquei fortalecida.

Uma coragem que nunca tinha experimentado, uma atitude nunca antes tomada e uma vontade imensa de crescimento pessoal.

Recentemente abri meu coração mais uma vez. Desnudei minha alma de uma forma inédita e fui dormir em paz. Com poucas esperanças.

Quando pensei que as coisas tinham acabado, recebi um outro sopro de fé. Consultei meus guias espirituais, meu coração e li os sinais e coloquei limites como nunca tinha feito.

E assim entra meu presente. O que escrevo aqui vem do sentimento de dever cumprido quando sentei numa mesa ontem à noite e me posicionei. Com uma pitada de agressividade mas também com amor, firmeza, desejo controlado e fé que dias melhores virão.

P.S.: E quem disse que ia apenas escrever sobre o presente, digitou apenas uma frase.

Não tenho motivos para reclamar, só agradecer

ÁGUA EM CIMA, TERRA EMBAIXO: AMOR

  • 6ª 
  • 5ª 
  • 4ª 
  • 3ª 
  • 2ª 
  • 1ª 

O oitavo hexagrama do I Ching pressagia o transbordar da energia do amor em sua vida neste momento ou num futuro próximo, Luciana. É chegado o período do encontro, do deixar de ser “um” para ser “dois”, enlaçando sua alma com a de outro alguém e, a partir desta associação, realizarem coisas em conjunto. Neste momento, nada será resolvido apenas por você, pois perceberá que sua força aumenta à medida que você está ao lado de pessoas a quem você ama. Quanto mais amor você der, mais abundância terá em todos os sentidos, inclusive no material. O importante, neste momento, não é querer que o outro lhe dê amor, mas que você ofereça este amor, de forma direta, franca e clara. Você encantará alguém, se já não tiver encantado. Procure apenas observar que o amor degringola facilmente em apego exagerado e então surgem as manifestações de possessividade, as cobranças e outras coisas que podem estragar os relacionamentos. Atente em relação a isso, evitando esses jogos lugar-comum que não levam a nada.

Mudança

Não adianta o comportamento exemplar. Apenas um deslize e lá vou ser julgada ou classificada por algo que não faz mais parte da minha rotina.

Se fosse por escolha, teria preferido que as coisas seguissem o rumo tradicional e sem correrias. Mas não foi desta forma. Por um momento de extrema fragilidade e o caminho se repete.

Enquanto estava recuada, achei que quando estive disposta a seguir novamente as coisas poderiam ser diferentes. E farei de tudo para que  assim seja, pelo menos aquilo que está no meu poder de agir e pensar.

O homem do futuro

Há um tempo atrás falei que mudaria o nome do Femmeland para tempo, devido ao meu fascínio pelo tema. Gostaria de ter uma máquina do tempo para viajar para meu passado, para reviver algumas coisas ou conversar comigo mesma diante de momentos cruciais.

Não quero mudar nada, só queria poder me preparar de alguma forma para as coisas e vivê-las com mais intensidade. Estar comigo mesma (eu atual junto com meu outro eu no passado) diante daquele sim ou não que damos e mudam completamente nossa vida.

Uns dias atrás vi um filme nacional que é exatamente sobre este tema, máquina do tempo. Diferente de mim, o protagonista quis mudar o final da história. Achei a mensagem muito interessante e gostaria de compartilhar

Assista O Homem do Futuro