Ansiedade

Pior que o homem que te rejeita é aquele que apenas afaga sua esperança.

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Compreensão e agradecimento

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O sonho da minha vida era casar. Na minha experiência de 23 anos, encontrei o cara que iria chamar de marido uns anos depois. Tínhamos tudo a ver, projetos iguais, éramos amigos, nos divertíamos juntos, trocávamos intelectualmente, gostávamos da mesma coisa, pensávamos de forma parecida a questão financeira e etc.

Era meu sonho, tinha o cara e achei que só isso bastava. Mas a conta nunca é assim 2+2. Não posso negar a importância do meu ex-marido na minha vida. Ele foi muita coisa mesmo, se escrevesse um livro autobiográfico, este passado seria determinante no que sou hoje do ponto vista pessoal e profissional. E teria muitas páginas.

Mas teve o lado ruim, que também me destruiu. E por isso o casamento acabou.

Quando fui embora, não larguei apenas o sonho de uma família, larguei meu grande amigo desde os 16 anos, meu parceiro, uma pessoa que me deu um pouco de luz num período de trevas. Mas esta pessoa tb, me deixou num poço fundo, me destruiu, mexeu com minha sanidade e auto-estima.

Fui embora largando seis anos da minha vida, anos que tinham sido os melhores até aquele momento, sem nenhum contato com amigos, familiares e lugares em comum.

O objetivo era reconstrução do que tinha sobrado de mim depois de tudo que foi remexido. Seis anos vivi ao lado dele e seis anos passaram e me encontro no tempo atual. Confesso que lamentei muitas vezes o sonho perdido, de uma forma meio torta e ineficaz, tentei retomar o meu grande projeto.

Mas Deus, o destino, o universo tinham outros planos para minha vida.

Só o tempo, com todo sofrimento que senti, mas com toda maturidade que adquiri. E por quê não? Com toda felicidade de um novo caminho que trilhei, posso dizer, a vida reservou o melhor.

Não é fácil abrir mão de um sonho, mas certas coisas precisam acontecer no momento e com a pessoa certa. Ainda estou no processo de maturidade.

Apesar de toda mágoa, da criança ferida que perde, compreendi que o melhor aconteceu. As conquistas individuais de reconstrução e evolução foram divinas.

Revendo minhas maluquices, vi tantos momentos felizes, apesar dos tropeços e tristezas. Faz parte. Caminhar sozinha dá medo, mas dá auto-confiança. Ainda vou longe, mas até agora fui muito além do que poderia imaginar quando tinha 23 anos.

Fiz novos amigos, apaixonei intensamente várias vezes, viajei por tantos lugares, aprendi tanta coisa e foi tudo muito intenso. Não tenho o que reclamar. Fui feliz antes, durante e depois. E hoje só posso agradecer por tudo que vivi e aprendi.

Obrigada

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